sábado, 26 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Chico Bento em..." O ORADOR DA TURMA"
- perfil sociolinguístico do personagem;
- competência comunicativa e monitoramento da fala diante de um evento de alta pressão comunicativa ( o discurso);
- uso de recursos dêiticos na oralidade;
- influência do conhecimento de mundo no processo de construção textual...Essa abordagem foi interessante porque oportunizou uma retomada de conteúdos anteriormente estudados.
No tocante a fenômenos de variação linguística presentes nas falas do Chico,refletimos acerca de alguns pontos abordados por Bagno (BAGNO,2007:120-124).O problema de se trabalhar Chico Bento como exemplo de variação linguística é a não-representação fiel da variedade a qual ele representa.E nem poderia ser,pois o compromisso do criador ( Maurício de Sousa) não é científico,mas sim artístico.Bagno também destaca que alguns fenômenos evidenciados na fala desse personagem são graduais,ou seja,aparecem em todos os continuum de urbanização,em eventos de fala menos monitorados.Sendo assim," por que só a fala de Chico é que varia?"
E,finalmente,refletimos acerca de preconceitos contidos nos quadrinhos e,em especial, nas historinhas de Chico (SCARELLI,2003),que,além de reforçarem o estereótipo de que "caipira" fala tudo "errado",também reforça,em algumas, a visão de que este é matuto,ignorante e,até mesmo "burro".
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NORTEADORAS DESSE ESTUDO:
BAGNO,Marcos.Nada na língua é por acaso:por uma pedagogia da variação linguística.São Paulo:Parábola Editorial,2007.
PEREIRA,A.D. de A. A diversidade linguística e os textos de Chico Bento - Reflexões e propostas para a Educação em Língua Materna.
SCARELLI,G. Educação e Histórias em quadrinhos:a natureza na produção de Maurício de Sousa.2003. Dissertação ( Mestrado) - FE/UNICAMP. Campinas.
SOUSA,Maurício de. Chico Bento nº 232.São Paulo: Editora Globo,1995. P.3-18.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
" O Português são dois..."

Drummond,no poema "Aula de Português",desperta o leitor para o fato de que a Língua Materna,"breve língua entrecortada","tão fácil de falar e de escrever" é uma.Por outro lado,a suposta língua ensinada na escola,cheia de "figuras de gramáticas,esquipáticas" (Seria esse termo a junção de esquisitas com antipáticas?),chamada de Norma Culta,Norma Padrão ou Português Padrão é outra.
E assim, motivada pela consciência sociolinguística do poeta,iniciei o último encontro do semestre com os professores-cursistas de Santa Maria.Leitura Compartilhada: Aula de Português / Carlos Drummond de Andrade.As reflexões suscitadas pela leitura facilitariam a proposição do desafio: estudar Português-Padrão como 2ª língua.
Mas "no meio do caminho tinha uma pedra".Percebi nas falas de alguns colegas, a insistência em ensinar Português segundo a tradição normativa,e,inclusive, destacando como erro tudo que for de encontro a ela.
"E agora,José?"
sábado, 28 de junho de 2008
II FÓRUM EAPE/CFORM
E
quinta-feira, 29 de maio de 2008
I Fórum: Proseando sobre a construção de textos e ilustração

Breno,um jovem contador de histórias integrante do grupo da professora Terezamaria,iniciou brilhantemente o evento com a apresentação dum trecho do livro "A caligrafia de Dona Sofia" de André Neves.Uma produção de texto inspirada na personagem Bruxa Cremilda das histórias de Jonas Ribeiro também foi apresentada por uma criança na abertura.
A "prosa" descontraída entre os autores e o público iniciou-se com o relato sobre a parceria escritor e ilustrador que existe há 11 anos.André Neves destacou a importância da relação de afeto entre autor,ilustrador e texto como facilitadora na composição do projeto visual do obra.A importância do livro infantil como "Literatura para a Infância" da criança e do adulto que fora criança foi bastante enfatizada por eles.
A dupla demonstrou a satisfação de prosear com um grupo especificamente docente e,aproveitando a oportunidade,falou sobre o trato dado à literatura em sala de aula.O professor,segundo eles,deve preservar a "essência da palavra" do escritor ao contar histórias aos alunos.Também o trabalho com as imagens deve extrapolar a simples releitura (reprodução) de desenhos.
Como o escritor e o contador de histórias "fazem parte de um mesmo amálgama",segundo costuma falar,Jonas nos presenteou com a contação de Faniquito e siricutico no mosquito,Um bifinho ou um salaminho?, A visita da saudade e A cor da fome.
O ilustrador André Neves,por problemas operacionais,não pôde apresentar suas imagens para o grande público,mas,em contrapartida,interpretou de forma encantadora, com seu sotaque nordestino,um poema de Zé da Luz intitulado As Flô de Puxinanã.
E assim aconteceu o nosso Grande Encontro com o humor,a irreverência,a criatividade,a sensibilidade e, sobretudo,com a arte.
Querem mais?Visitem o website http://www.jonasescritor.com.br/ e o blog http://confabulandoimagens.blogspot.com/ .
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Asa Branca... "outros olhares"

quinta-feira, 8 de maio de 2008
ENCONTROS
O 1º Encontro foi a superação do medo,da preocupação e da ansiedade para assumir a tutoria do curso "Alfabetização e Linguagem".Contudo,já no contacto inicial com os professores-cursistas de Santa Maria percebi o quão enriquecedora e gratificante seria esta prática.A dinâmica "Marcos Profissionais" oportunizou relatos de histórias,trajetórias de vida que nos constituíam nos professores que hoje somos.Percebemos que diante de tanta heterogeneidade,alguns "nós" se entrelaçavam, se encontravam tornando-nos iguais.
Nas semanas seguintes nos encontramos com teorias e concepções linguísticas,sociolinguísticas e psicolinguísticas que suscitaram reflexões acerca da nossa práxis enquanto professores de língua materna.Percebemos que a teoria,em muitos momentos,ia de encontro com essa prática.Desencontros?Que nada!
A cada novo encontro um "olhar de professor- pesquisador" (re) nasce...
