Ano das Línguas,título da mini-conferência realizada no Auditório Filhos da Floresta,em 04/9,na Feira do Livro.Confesso que assim que soube da ausência do escritor Marcos Bagno,anunciado pela programação do evento como um dos palestrantes,me desinteressei e saí do local.Mas,por circunstâncias que não cabem agora ser colocadas,retornei.
ADOREI!!!! Adorei a atividade conduzida pelo professor Gilvan Muller de Oliveira - linguista da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC e pesquisador associado do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística- IPOL.
Plurilinguismo no Brasil foi o tema do trabalho apresentado à platéia,composta quase exclusivamente por professores.Cerca de 210 idiomas coexistem no Brasil - disse o conferencista - que acentuou as tentativas de políticas de governo para a construção de um país monolingue,resultando num processo histórico de glotocídio (assassinato de línguas). Outras questões pontuadas coincidiram com os estudos conduzidos pelo professor Dioney sobre Mudança Linguística lá no CFORM.
A Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, oficializada pela Lei Federal nº 10.436/2002 como 1ª língua do brasileiro surdo, e a língua Urubu-Kaapór - outra língua de sinais - foram destacadas como estruturas linguísticas próprias,também sujeitas a fenômenos de variação e mudança.
No momento de interação com o público,o ilustre ausente,Marcos Bagno,foi lembrado,pois alguém questionara sobre Preconceito Linguístico.Gilvan aproveitou a oportunidade para diferenciar seu campo de pesquisa do de Bagno: este analisa as variedades da Língua,aquele,as outras línguas que coexistem com a Língua Portuguesa no nosso país.
"E como fica a Língua com a nova Reforma Ortográfica?" - outra voz,vinda da platéia, perguntou."Fica como sempre esteve,pois ortografia não é língua." Finaliza, destacando os aspectos positivos da unificação ortográfica para o Brasil e outros países falantes de Língua Portuguesa (Exceto Portugal,é claro!).
Conheça,na íntegra,o trabalho do pesquisador sobre o
Plurilinguismo no Brasil na página da UNESCO:
http://www.unesco.org.br/ .