
"Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
....
Como uma onda no mar"
Como uma onda no mar, música de Lulu Santos e Nélson Motta, retrata, numa linguagem poética, o movimento da vida “Tudo o que se vê não é/ Igual ao que a gente viu a um segundo” e a passagem, inevitável, do tempo “Não adianta fugir/Nem mentir pra si mesmo agora”. E foi no “ir e vir” de notas musicais que iniciamos o encontro do dia 18/9 cujo tema era a Mudança Lingüística.
“Como você vê a língua?” Como um museu que guarda um tesouro que precisa ser preservado, pois está sob ameaça de extinção devido à ação de falantes “incultos”? Ou como uma máquina do tempo viva e dinâmica?Impulsionados por essas questões, introduzimos o estudo do conteúdo no fascículo.
Evidenciamos que a palavra fruita, utilizada pela menina Francisca (texto, p.8) e por muitos falantes de variedades do Português não-padrão, também foi registrada no Tratado da Terra do Brasil, texto de autoria de Pero de Magalhães de Gândavo, no qual descreve ao Reino sua visita à, então denominada, Terra de Santa Cruz, por volta de 1572.Na descrição,o visitante português menciona a existência duma “fruita mui saibrosa” que se dá na nova terra. Os professores cursistas se surpreenderam ao constatar que a forma lingüística que hoje caracterizamos como “erro” foi “acerto” em algum tempo passado da história da língua e que formas inovadoras como fruta e conservadoras como fruita,convivem,atualmente,lado a lado.
Quando se trata do fenômeno mudança lingüística, visualizar o movimento da língua, do passado ao presente é fácil, pois existem registros concretos, como, por exemplo, outro texto lido nesse encontro: Livro de Cozinha da infanta D. Maria de Portugal, século XII. Mas, não tão fácil é entender que o movimento é contínuo e que a língua, como a falamos e escrevemos neste exato momento, não está pronta e acabada. Não tão fácil é entender,por exemplo, que a forma lingüística inovadora “véi” e tantas outras, utilizadas por falantes jovens e combatidas com veemência por nós,pais e professores, podem sinalizar o futuro desta maravilhosa máquina do tempo que é a língua.
“Como você vê a língua?” Como um museu que guarda um tesouro que precisa ser preservado, pois está sob ameaça de extinção devido à ação de falantes “incultos”? Ou como uma máquina do tempo viva e dinâmica?Impulsionados por essas questões, introduzimos o estudo do conteúdo no fascículo.
Evidenciamos que a palavra fruita, utilizada pela menina Francisca (texto, p.8) e por muitos falantes de variedades do Português não-padrão, também foi registrada no Tratado da Terra do Brasil, texto de autoria de Pero de Magalhães de Gândavo, no qual descreve ao Reino sua visita à, então denominada, Terra de Santa Cruz, por volta de 1572.Na descrição,o visitante português menciona a existência duma “fruita mui saibrosa” que se dá na nova terra. Os professores cursistas se surpreenderam ao constatar que a forma lingüística que hoje caracterizamos como “erro” foi “acerto” em algum tempo passado da história da língua e que formas inovadoras como fruta e conservadoras como fruita,convivem,atualmente,lado a lado.
Quando se trata do fenômeno mudança lingüística, visualizar o movimento da língua, do passado ao presente é fácil, pois existem registros concretos, como, por exemplo, outro texto lido nesse encontro: Livro de Cozinha da infanta D. Maria de Portugal, século XII. Mas, não tão fácil é entender que o movimento é contínuo e que a língua, como a falamos e escrevemos neste exato momento, não está pronta e acabada. Não tão fácil é entender,por exemplo, que a forma lingüística inovadora “véi” e tantas outras, utilizadas por falantes jovens e combatidas com veemência por nós,pais e professores, podem sinalizar o futuro desta maravilhosa máquina do tempo que é a língua.

