sexta-feira, 5 de novembro de 2010

SEMINÁRIO "Crianças e Internet: desafios e oportunidades na sociedade da informação" (clique aqui)

Olá, Pessoal!
Achei muito interessante a programação deste seminário. Não perca a oportunidade de conferi-la!!!

SEMINÁRIO
“Crianças e Internet: desafios e oportunidades na sociedade da informação”

Data: 16 de novembro de 2010, das 9h às 18h
Local: Palácio do Itamaraty, Auditório Wladimir Murtinho (subsolo), Brasília
Inscrições gratuitas, pelo e-mail dsi@itamaraty.gov.br (informe nome e telefone).

terça-feira, 2 de novembro de 2010

CENTRO EDUCACIONAL 310 DE SANTA MARIA


O Centro Educacional 310 é uma das vinte e seis instituições de ensino que compõem a Diretoria Regional de Ensino de Santa Maria/DF. Essa escola, que em dezembro completará um ano de existência, foi criada para atender, num primeiro momento, à demanda de Ensino Médio da região que, até então, contava apenas com duas escolas para atendimento a essa etapa da Educação Básica. Muitos alunos, por falta de vagas nessas duas escolas existentes, uma no Sul e a outra no Norte de Santa Maria, já se deslocavam para cidades vizinhas para cursarem o Ensino Médio.
Como Centro Educacional, a escola também atende os anos finais do Ensino Fundamental (7ª e 8ª séries) e a modalidade Ensino Especial com três turmas de Educação de Jovens e Adultos e uma Classe Especial.
Gerir uma escola com tanta diversidade de atendimento tem sido um grande desafio que hoje compartilho com essa comunidade escolar!

DEPOIS DE UM LONGO E TENEBROSO INVERNO, VOLTEI!!!!!

Olá! Depois de longo tempo de inatividade nesse blog, resolvi reativá-lo. O blog Expressão marcou uma fase de muito crescimento pessoal e profissional, então, quando li na plataforma do curso "Especialização em Gestão Escolar" que uma das tarefas do atual módulo seria a criação de um blog, não deu outra, logo pensei em reativar esse espaço de socialização. Só que agora, em atenção à solicitação do curso, postarei, prioritariamente, material relativo ao meu atual ambiente de trabalho: Centro Educacional 310 de Santa Maria.
Sejam todos muito bem vindos ao Expressão e fiquem muito à vontade para dar uma espiadinha nas antigas e atuais postagens!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

professores.com

Mais que simples meio de pesquisa, a internet propicia debates e trocas que ajudam os professores nas salas de aula

Fotos, imagens e letras cor-de-rosa compõem um relato do dia-a-dia de duas internautas. Essa poderia ser a descrição de um típico diário on-line de adolescentes, mas passa longe disso. Os blogs, assim como outras ferramentas da internet, têm ajudado professores a trocar experiências entre si e a melhorar o desempenho em sala de aula.
http://www.alfabetizacaoemfoco.blogspot.com/ é um endereço mantido pelas professoras de primeira e segunda séries do Ensino Fundamental, Lenira Barbosa Gandomênico e Vanda Fernandes. Nele, além das atividades desenvolvidas com os alunos, há reflexões sobre o ato de ensinar e links para outros sites sobre o tema. Para Carla Coscarelli, professora da Faculdade de Letras da UFMG, a possibilidade de montar uma rede de comunicação entre professores na internet pode representar uma revolução na forma de planejar as aulas: “Criar várias atividades boas sozinho é muito difícil. Seria ótimo ter um ambiente em que os professores pudessem trocar idéias e criar coletivamente. Se os educadores conseguirem montar um canal de discussão, vai ser um sonho para a educação”.
O que Carla considera ideal não está muito longe da realidade. Vanda e Lenira fazem parte, junto com outros 700 blogueiros, da lista de debate Blogs_Educativos, que discute temas relacionados ao uso do computador e da internet na escola, além da troca de links, artigos e notícias relacionadas a eventos na área de educação. De acordo com Maria de Fátima Franco, consultora pedagógica e moderadora da lista, isso tem contribuído para a atualização dos participantes: “No início, alguns professores não sabiam nem usar a lista de discussão e, hoje, orientam outros professores. Além disso, ao trocarem experiências, eles levam esses conhecimentos para a sala de aula, fazendo com que o uso das tecnologias em atividades com os alunos seja ampliado”.
As discussões deram frutos e geraram o I Congresso de Tecnologias na Educação, em outubro de 2008. Totalmente on-line, o evento contou com 1268 inscritos, sete palestras, 15 artigos e 15 relatos de experiências, além de seis minicursos com temas focados no uso da Web em sala de aula. Em janeiro, será lançada uma revista virtual contendo todo material produzido para o Congresso. “A participação no evento demonstrou o interesse dos professores pelo assunto”, afirma Maria de Fátima. No entanto, é preciso ter cuidado e selecionar bem os sites e informações que vão ser utilizados. “Tem pouca coisa pronta e boa, que vai atender a todos os professores. Eu acho muito difícil encontrar uma atividade na internet exatamente como o educador procura. Mas um faz uma atividade, o outro vem e ajuda, adapta para a sua turma, enriquece e traz outras contribuições. Isso é muito interessante”, avalia Carla Coscarelli.
Foi assim que Vanda e Lenira criaram o Caderno das Preferências, que em seguida foi adotado também pelas professoras de terceira e quarta séries da Escola Estadual de Ensino Fundamental Brasil, de Baixo Guandu (ES). A partir de textos e poesias, as crianças respondiam perguntas sobre suas preferências pessoais e descobriam as dos colegas. Para os alunos mais velhos, o trabalho foi voltado para a construção de uma autobiografia. Segundo as professoras, as pesquisas e discussões realizadas nos blogs foram essenciais para a concepção do projeto: “a maior satisfação dos blogueiros educacionais é saber que idéias influenciam idéias. O mundo dos blogs é alimentado dessa forma, nessa troca vamos descobrindo novos e interessantes contatos a cada dia e nos tornado parceiras”.
Texto: Natália BecattiniPublicado em 05/12/200812.2008-003N


DICA: Visite o portal do CEALE (Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita), vinculado à UFMG


domingo, 21 de dezembro de 2008

FINALIZANDO COM CHAVE DE OURO: EU E MARCOS BAGNO

A Língua de Eulália, Preconceito Linguístico, A Norma Oculta, Nada na língua é por acaso... foram alguns dos vários livros lidos neste ano. Suas idéias me contagiaram de tal forma que, por vezes, me senti uma "discípula de Bagno". Agora, imagine o que representou encontrá-lo "em carne e osso" e simpatia no Seminário de Avaliação do Curso Alfabetização e Linguagem no dia 09/12, no Espaço Athos Bulcão na UnB!?
Da esquerda para a direita: eu, Marcos Bagno (o ícone da Variação Linguística no Brasil) e as queridíssimas Isabel e Keyla.
A vocês,amigos reais e virtuais,desejo um Feliz Natal pleno de paz e alegrias!
Abraços fraternos.
Adriana

NATAL INFORMÁTICO


Dê um CLIQUE DUPLO neste NATAL!
ARRASTE JESUS
para seu DIRETÓRIO PRINCIPAL.
SALVE-O em todos seus ARQUIVOS PESSOAIS.
SELECIONE-O como seu DOCUMENTO MESTRE...

Que ELE seja seu MODELO
para FORMATAR sua vida:
JUSTIFIQUE-A e ALINHE-A
À DIREITA e À ESQUERDA,
sem QUEBRAS na sua caminhada.

Que JESUS não seja apenas
um ÍCONE, um ACESSÓRIO,
uma FERRAMENTA, um RODAPÉ,
um PERIFÉRICO,
um ARQUIVO TEMPORÁRIO,
mas o CABEÇALHO,
a LETRA CAPITULAR,
a BARRA DE ROLAGEM
de seu caminhar.

Que ELE seja a FONTE de energia
para sua ÁREA DE TRABALHO,
o PAINTBRUSH
para COLORIR seu sorriso,
a CONFIGURAÇÃO de sua simpatia,
a NOVA JANELA para VISUALIZAR
o TAMANHO de seu amor.

No seu dia-a-dia, seja ELE
o PAINEL DE CONTROLE
para DESFRAGMENTAR sua vida,
fazer DOWNLOAD de seus sonhos
e OPTIMIZAR suas realizações.

DESATIVE seu egoísmo,
COMPACTE suas liberdades,
CANCELE seus RECUOS,
e DELETE seus ERROS.

COMPARTILHE seus RECURSOS,
ACESSE o coração de seus amigos
e ESCANEIE para eles
o que você tem de bom.

Não deixe à MARGEM ninguém,
ABRA as BORDAS de seu coração
e REMOVA dele o VÍRUS do desamor.

Antes de SAIR,
Coloque JESUS nos seus FAVORITOS
e seu NATAL será o ATALHO
para sua felicidade!

CLIQUE agora em OK
para REINICIAR e ATUALIZAR
seus CONTEÚDOS!

Autor: Gerardo Cabada Castro

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

CORREIO BRAZILIENSE

Pelo menos 3.317 alunos do ensino fundamental são incapazes de escrever textos curtos

Há nove anos morando numa fazenda nas proximidades de Itapoã, Matheus* repete o mesmo ritual durante quase 10 meses do ano: acorda por volta das 5h, coloca cadernos e livros na mochila, caminha durante 15 minutos até o ponto e vai de ônibus para a escola. Na sala de aula, um outro fenômeno se repete nessa quase década. Ele olha o quadro negro ou passeia pelas páginas dos livros e não entende o que está escrito. Também não consegue escrever nada além do próprio nome. Ele faz parte da rede de ensino há nove anos. E reprovou oito vezes.Matheus tem 15 anos e deveria estar no último ano ensino fundamental. O problema é que, até hoje, não sabe ler nem escrever. Matriculado na 2ª série, já ouviu todo tipo de ofensa. Até mesmo de alguns professores — aqueles que deveriam ajudá-lo a enfrentar os desafios da aprendizagem. “Antes eu estudava numa escola rural e a professora me chamava de burro e me colocava grudado no quadro negro”, conta o menino. A solução só veio agora. Matriculado na Escola Classe 2 do Paranoá, descobriram que o garoto tinha problema para enxergar. Hoje, com óculos no rosto, ele sonha recuperar o tempo perdido. “Nessa escola, todo mundo me trata bem”, afirma.A história impressiona. Mas chama ainda mais atenção o fato de ele não estar sozinho. Pelo menos outros 3.317 meninos e meninas matriculados entre a 1ª e a 3ª séries do ensino fundamental do DF, com idade a partir de 9 anos, são incapazes de escrever um texto curto, completar frases ou assinalar questões de múltipla escolha que dependem da interpretação de poucas frases (veja o quadro). Eles foram considerados analfabetos após fazer o teste de diagnóstico do Instituto Ayrton Senna, responsável pelos programas Se Liga e Acelera. A prova foi aplicada a 12.850 estudantes dessas séries entre 20 e 24 de outubro.“É claro que o número é alto. Não há como questionar esse fato, mas estava dentro do previsto”, avalia o secretário de Educação do DF, José Luiz Valente. “A defasagem idade-série e a repetência são os principais problemas que enfrentamos.” O universo de alunos testados diz respeito à indicação das regionais de ensino de meninos e meninas que estão com distorção idade-série. Ou seja, com pelo menos dois anos atrasados para a série em que estão matriculados. Dos quase 13 mil estudantes com defasagem, 25% não sabem ler ou escrever. E o número pode ser maior. Os dados da distorção idade-série dependem, de acordo com a secretaria, do fim do ano para que as reprovações deste ano sejam contabilizadas.ChanceA descoberta do déficit de aprendizagem dessas crianças, em vez de trazer preconceito ou exclusão, pode ter sido a chance de cidadania. O teste foi o primeiro passo para que Matheus seja matriculado no Se Liga, numa parceria da Secretaria de Educação do DF com o Instituto Ayrton Senna. Será o primeiro ano do programa no DF. “A forma de conduzir o aprendizado dos alunos é diferenciada e parte do aproveitamento da vida desses estudantes”, afirma o secretário. “A idéia é que toda a rede seja englobada para que não tenhamos mais alunos analfabetos.”O analfabetismo é o maior vilão da educação pública no Brasil. Ele pune as crianças com a repetência, o difícil recomeço todos os anos, a insegurança e a baixa auto-estima. Michele* não levanta a cabeça ao conversar com os coleguinhas. Na rua, não consegue olhar nos olhos das pessoas. Tudo porque tem vergonha. Com 11 anos, não sabe escrever nem o próprio nome.“O mais difícil é copiar o â-bêcê do quadro”, reclama. A menina, moradora do Paranoá, deveria estar na 5ª série do ensino fundamental. Está na primeira porque desde que entrou na escola, com 7 anos, nunca teve o prazer de passar de ano e continuar com os mesmos coleguinhas. Aluna da Escola Classe 2, até hoje ninguém conseguiu saber a causa do atraso da menina. O mesmo ocorre com Giovana*, de 11 anos. As duas irmãs dela, de 10 e 8 anos, já ultrapassaram-na na escola. Ano passado, depois de três reprovações, ela passou. Está na 2ª série. Giovana sonha entrar no universo das letras, dos livros e dos cadernos. Até agora, esse mundo é desconhecido. “Cansei de só ver figuras.”
*Nomes trocados para preservar a identidade das crianças
Conceitos
Habilidades de leitura/escrita
Analfabeto – Corresponde à condição dos que não conseguem realizar tarefas simples que envolvem decodificação de palavras.Rudimentar – Corresponde à capacidade de localizar informações explícitas em textos curtos, um anúncio ou pequena carta.
Básico – Corresponde à capacidade de localizar informações em textos um pouco mais extensos, podendo realizar pequenas inferências.
Pleno – Corresponde à capacidade de ler textos longos, relacionando partes de um texto, realizando inferências e sínteses.
Habilidades de matemática
Analfabeto – Corresponde à condição dos que não conseguem realizar tarefas elementares com números, como ler o preço de um produto ou anotar um número de telefone.Rudimentar – Corresponde à capacidade de ler números em contextos específicos como preço, horário, números de telefone etc.
Básico – Corresponde à capacidade de ler números, resolver problemas simples envolvendo soma, subtração e multiplicação, ou mesmo identificar proporcionalidades.
Pleno – Corresponde à capacidade de controlar uma estratégia na resolução de problemas complexos, que exigem a elaboração e a execução de uma série de operações relacionadas entre si, apresentando, ainda, familiaridades com mapas e gráficos e outras representações matemáticas Fonte: Instituto Ayrton Senna
Quadro negro não basta
Em vez de aprenderem o a-bê-cê escrito no quadro negro, as crianças ouvem música, fazem projetos de ciência e até cozinham bolo de banana no refeitório. No meio de cada atividade, a lição flui e o aprendizado se torna natural. O projeto, sucesso em Goiás, Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Tocantins, precisa de seis meses para que meninos e meninas saibam ler e fazer as primeiras contas. Os benefícios vão além de ensinar crianças e adolescentes a escrever e colocá-las de volta no rumo do aprendizado.Além da pedagogia, o número de alunos é outro diferencial. De acordo com o diretor Wandeir Silva, da Escola Classe 2 do Paranoá, as turmas na escola têm uma média de 35 alunos. No Se Liga e no Acelera — que atende meninos que estão com defasagem mas sabem ler e escrever — o número cai para 20. “É claro que quando a sala de aula está cheia os professores e coordenadores enfrentam mais dificuldade em ensinar”, argumenta. A escola desenvolveu este ano um amplo programa de incentivo à leitura.De acordo com o Instituto Ayrton Senna, 93% dos 53.082 alunos atendidos pelo Se Liga no ano passado foram alfabetizados. Os alunos estão distribuídos pelas redes de ensino de 527 municípios e contaram com o trabalho de 4.280 educadores. Desde a implementação, em 2001, o Se Liga atendeu a 331.897 crianças de 403 municípios.
Erika Klingl - Correio Braziliense
Publicação: 05/12/2008

sábado, 8 de novembro de 2008

PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II

Professores-formadores do GESTAR II / Língua Portuguesa - Tocantins.

TRADUZIR-SE
Ferreira Gullart

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

domingo, 2 de novembro de 2008


“Para todas as coisas: DICIONÁRIO / Para que fiquem prontas: PACIÊNCIA” (Nando Reis, na canção Diariamente.)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

COMPARTILHANDO LEITURAS...

"PAPOS"
Luís Fernando Veríssimo
- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é "disseram-me". Não "me disseram".
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo-te"?
- O quê?
- Digo-te que você...
- O "te" e o "você" não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender.Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo...
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou"esqueça"? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por quê?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.

sábado, 18 de outubro de 2008

LEITURAS DE MIM (parte II)

Talvez pela urgência de ser, comigo tudo aconteceu muito cedo. Assim foi com o meu 1º emprego (estágio aos 14 anos e efetivação no funcionalismo público aos 16) e assim foi com a Graduação.Esta me apresentou um universo literário novo,percebi que tudo que havia lido até então era pouco e pequeno diante dele.Comecei a ler desesperadamente,mas,como trabalhava e estudava,minhas leituras se restringiam as exigências do curso.Infelizmente, tinha pouquíssimo ou nenhum tempo para leituras por fruição.E foi num desses encontros e desencontros que conheci Clarice Lispector.A disciplina era Teoria Literária e, o texto, “O Búfalo”. Seria hipócrita se falasse de encantamento à primeira vista, nesse caso,à primeira leitura, entre mim e a escritora, pois nos estranhamos “feio” e isso culminou na menção mais baixa em meu histórico. Algum tempo depois,ainda no Curso de Letras,li “A Hora da Estrela” e isso foi relevante porque pude apreciar e ver Clarice com outros “olhos”.
Minha prática docente também foi determinante na constituição da leitora que sou, pois tive o privilégio de conviver, por inesquecíveis quatro anos, com a escritora Ana Gizélia Vieira. Juntas desenvolvemos,na escola em que trabalhávamos, muitos projetos literários que oportunizaram várias (re) leituras de obras e autores da Literatura Brasileira. Também mantínhamos contactos,ou melhor,parcerias com vários escritores da região; dentre eles, destaco a querida Stella Maris Rezende e sua faceira mineirice traduzida em linguagem. Meu interesse por textos que abordam histórias africanas surgiu com a leitura do livro Lendas Negras e o projeto literário e social desenvolvido a partir dele nessa comunidade.Foram,realmente,anos ditosos...
Mas, como nem tudo são flores, a docência também foi responsável por anos turbulentos de minha leitura. Não me pergunte quando,como ou por que,mas, numa fase bem down de minha carreira,decidi abandonar a Educação e enveredar por outros caminhos.Constituição,códigos,regimentos,leis,artigos,parágrafos,incisos...foram,por muito tempo,os únicos textos os quais me permitia ler.Não devia e nem podia “perder tempo” com outras leituras.
Hoje, na formação continuada, percebo que as leituras que fiz são importantes, mas as que não fiz são essenciais...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

DESBRAVANDO O DESMUNDO


CONTEXTO:

Brasil de 1570.A Coroa Portuguesa,sob ameaça de invasão de franceses,ingleses e holandeses,decide iniciar o processo de colonização do Brasil.Dessa forma,envia portugueses para se fixarem e explorarem a Terra Brasilis.
Na colônia,os homens portugueses entram em contacto com o elemento índio: cerca de três a cinco milhões de pessoas que pertenciam a grupos distintos em línguas,costumes,tradições e crenças.


TEXTO:
Desmundo,de Alain Fresnot,obra homônima e adaptada do livro de Ana Miranda,nos mostra a chegada de jovens orfãs,enviadas por Portugal ao Brasil, para desposarem os colonizadores portugueses.Dentre as jovens está Oribela, cujo destino é casar-se com o rude Francisco de Albuquerque.
Levada para o engenho onde mora o esposo em companhia da mãe e da irmã,Oribela não se resigna à sua nova condição e,com o propósito de retornar à terra natal,foge,mas logo é recapturada.
Numa dessas tentativas de libertação,a jovem segue para a vila e,com a ajuda do comerciante Ximeno Dias,cristão novo,traça um plano de fuga que culmina com a morte do espanhol.
COMO O FILME FOI ABORDADO:

1º Momento "Olhar do Pesquisador"
Antes de iniciar a sessão,contextualizamos a obra ao período histórico que seria retratado.Também conscientizei os professores da relevância de assistirem ao filme com olhar crítico e não como meros expectadores que ao final da película diriam não terem se agradado da história porque não houve o "...e viveram felizes para sempre".Orientei para que fizessem anotações sobre enredo,fatos históricos,formas linguísticas e outros aspectos interessantes.
2º Momento "Ampliando o Olhar"
Nesta etapa,os professores se reuniram em pequenos grupos para discutirem sobre impressões ,anotações e responderem as seguintes questões propostas:
1) De que trata o filme?
2) Quais as informações sobre a história do Brasil presentes no texto?
3) Que formas linguísticas foram utilizadas pelos personagens?
4) Qual a relação existente entre essas formas e o Português Brasileiro atual?
3º Momento "Socializando os Olhares"
Os grupos,nesta etapa final,socializaram suas respostas,proporcionando discussões,debates e reflexões que abordaram todas as dimensões textuais.


NOSSAS CONTRIBUIÇÕES:
  • Após assistir ao filme Desmundo,evidenciamos a raiz de tanta diversidade brasileira,sobretudo a linguística.É impossível imaginarmos um país monolíngue,apesar das diversas tentativas empreendidas nesse sentido pelo colonizador ao longo da história ,pois o povo brasileiro se compôs da mistura de cores,raças,crenças,valores e línguas.
  • É importante ressaltar que a língua trazida,inicialmente, para a colônia não era a da nobreza,mas a de falantes estigmatizados socialmente.Talvez por isso,notamos que as formas linguísticas utilizadas pelos personagens se aproximam muito de variedades do PNP.
  • Observamos que a personagem D.Brites,interpretada pela atriz Beatriz Segall,de fato existiu na história do Brasil Colonial.Ficamos curiosos em saber se isso acontecia com outros personagens.
  • As cenas de maus-tratos à mulher foram eleitas as mais chocantes.Fizemos um paralelo entre as condições femininas do passado e da atualidade e,com isso,evidenciamos que a mulher ainda é vítima de violência doméstica.O diferencial é que hoje temos muito mais Oribelas em codinomes de Marias...Maria da Penha.


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

LEITURAS DE MIM

Foi difícil iniciar meu memorial de leituras, por vezes pensei ser um "sem-memória". Qual foi a minha primeira experiência “no mundo das letrinhas”? Penso ter sido alguma cartilha que continha, segundo Veríssimo, enigmas primordiais do tipo Ivo viu a uva. Sendo assim,foi bom tê-la esquecido.
Sem-memória.Sem,nada,ausência...solidão.Já estava me incomodando com essa situação,quando decidi ler os memoriais postados nos blogs de alguns colegas na tentativa de encontrar histórias de leituras que pudessem,pela semelhança ou não,me remeterem às minhas.Os memoriais me oportunizaram uma descoberta valiosa: devia procurar as leituras dentro de mim.


Na infância,me aborrecia o fato de ser a filha do meio.Não tinha o todo conferido pelo status de primogênito,não tinha o todo conferido pelo privilégio de ser caçula. Eu era o meio. Então encontrei na escola e nas leituras uma forma de minimizar meu “complexo de metade”.Participava de um grupinho de teatro e isso me oportunizou o contato com vários textos infantis,em especial os Contos de Fadas.Quanto mais lia,mais freqüentava a biblioteca escolar,mais participava de concursos de redação,mais me destacava ...mais era notada.Também naquela época,foi fundamental a presença da inesquecível Professora Carminha em minhas leituras,pois,sempre em datas festivas,me presenteava com livros.
Por volta dos 11 ou 12 anos,li Senhora e Iracema,de José de Alencar.Esses livros ocupavam lugar de destaque na estante da sala de visitas em minha casa.Eram grossos,encadernação de luxo na cor verde,letras douradas.Foi um grande desafio lê-los,mas, fazendo uma releitura do passado,percebo que, antes de um desafio,era mais uma forma de “chamar a atenção”.Eu li os livros que,para meus familiares,eram meros bibelôs na estante.Outro fato interessante dessa fase era que a primogênita,um ano mais velha,tinha aversão à leitura,então eu era encarregada de ler e fazer um relato minucioso de todas as suas leituras obrigatórias.Era uma espécie de pacto que mantínhamos.Como lia por duas,meu ritmo de leitura na pré-adolescência era intenso.A Ilha Perdida, O Caso da Borboleta Atíria, O Cadáver ouve rádio e tantos outros da Série Vaga-lume,isso sem falar em clássicos da Literatura Universal como O Pequeno Príncipe, Pollyanna (menina e moça) e O menino do dedo verde.
Na adolescência, decidi ler livros que eu julgava serem de “mulher”,não me motivavam mais histórias de meninos perdidos em ilhas,queria leituras que tratassem de beijo,sexo,amor e traição.Sabe onde minhas leituras foram parar? Em bancas de revistas,em páginas de Júlias e Sabrinas da vida. Ah!Esse tipo de leitura era proibido em minha casa,mas,para burlar a vigilância atenta de minha mãe,lia,lia não,devorava páginas e mais páginas dessa leitura madrugadas adentro.
No Ensino Médio,antigo 2º Grau,tive a oportunidade de realizar uma leitura mais amadurecida de José de Alencar e de me apaixonar por obras machadianas.Antologia Poética de Vinícius de Moraes,especialmente os sonetos,eram meus favoritos.Dessa época,veio a minha paixão pela música popular brasileira e a oportunidade de realizar outras leituras em notas musicais.
Continua...

domingo, 12 de outubro de 2008

VOCÊ É UM PROFESSOR DIGIT@L?



Um professor digital é aquele que possui habilidades para fazer um bom uso do computador para si mesmo e, por extensão, é capaz de usá-lo de forma produtiva para o enriquecimento de sua prática docente.


A seguir, foram listadas algumas habilidades básicas necessárias ao professor digital. Quanto mais forem as habilidades possuídas, mais perto se chegará desse perfil.Vamos ao teste?




1. Possuo um endereço de e-mail e o utilizo,pelo menos, duas vezes por semana.


2. Possuo um blog, um site ou uma página atualizável na internet, onde regularmente produzo, socializo e confronto meus conhecimentos com outras pessoas.


3. Participo ativamente de um ou mais "grupos de discussão", fórum ou comunidade virtual ligada a minha atividade profissional.


4. Possuo algum programa de trocas de mensagens on-line, como o MSN, e o utilizo para fins profissionais pelo menos uma vez por semana.


5. Leio regularmente algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à Educação ou à minha disciplina específica.


6. Preparo materiais didáticos diversos usando um processador de texto, uma planilha eletrônica ou um programa de apresentações multimídias.


7. Faço pesquisas na Internet regularmente com vistas à preparação de minhas aulas e,preferencialmente, mantenho um banco de dados com sites úteis para a minha disciplina e a Educação em geral.


8. Preparo pelo menos uma aula por bimestre, de minha disciplina, onde os alunos usarão computadores e a sala de informática de forma produtiva e não apenas para "matar o tempo".


9. Mantenho contacto com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média.


10. Mantenho-me atento às possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tento implementar novas metodologias em minhas aulas.


E aí? Você se enquadrou em, pelo menos, três das habilidades listadas? Note que, em nenhum item da listagem foi colocada a necessidade de se possuir um computador, porque, de fato, isso não é,essencialmente, necessário para ser um professor digital.

(Adaptação de artigo de José Carlos Antonio.Formado em Física, professor atuante nas redes pública e particular de ensino há 25 anos, autor de material didático, editor de Ciências e Informática Educacional do jornal eletrônico ZOOM e colaborador do EducaRede desde 2003).